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Análise · 2º turno de 2026

Virada de Lula no 2º turno: o que os números mostram

Do 1º para o 2º turno, Lula ganhou 10,4 mi de votos e Flávio Bolsonaro, 3,7 mi. Flávio tinha terminado o 1º turno na frente e perdeu por 4.430.191 votos. Fomos aos arquivos oficiais do TSE, estado por estado, município por município e urna por urna, para medir o que é estatisticamente estranho nessa virada e o que não é. Também mostramos as acusações de fraude, quem as faz e o que os dados dizem sobre cada uma.

Atualizado em 26/10/2026 às 10h33. Dados: TSE (resultados oficiais e arquivos das urnas).

Lula: 1º → 2º turno

+10,38 mi

Flávio: 1º → 2º turno

+3,72 mi

Votos dos outros candidatos no 1º turno

9,32 mi

Diferença final

4.430.191 votos

De onde podem ter vindo os 14 milhões de votos em disputa

Entre os turnos, ficaram disponíveis 14,10 mi de votos: os eleitores dos outros dez candidatos, os 2,96 mi de eleitores que não tinham votado no 1º turno e foram votar no 2º, e os 1,82 mi que tinham votado branco ou nulo e escolheram alguém. Lula ficou com 73,6% do saldo e Flávio, com 26,4%.

9,3 mi
3,0 mi
1,8 mi
  • Votos dos outros 10 candidatos no 1º turno: 9.316.747
  • Eleitores a mais que foram votar: 2.960.239
  • Brancos e nulos a menos: 1.821.246

O ponto que chama atenção: Lula ganhou mais votos (10,38 mi) do que todos os outros candidatos tiveram juntos no 1º turno (9,32 mi). Mesmo que tivesse levado 100% desses eleitores, ainda precisaria de mais 1.059.947 votos vindos de quem não tinha votado ou tinha anulado. E boa parte dos outros votos era de candidatos de direita: Renan Santos, Caiado, Zema e outros somaram 5,66 mi, e Augusto Cury, 3,45 mi. A esquerda fora do PT teve só 203.731.

Isso já aconteceu antes? Sim, com o próprio Lula em 2006. Naquele ano ele ganhou 11,6 milhões de votos entre os turnos, mais que os 9,4 milhões dos outros candidatos somados, e o adversário (Alckmin) terminou o 2º turno com 2,4 milhões de votos a menos do que no 1º. A tabela de eleições passadas está mais abaixo.

Estado por estado: quanto cada um ganhou

Lula ganhou votos em todos os 27 estados e no exterior. Flávio perdeu votos em 6 estados, quase todos no Norte, onde menos gente foi votar no 2º turno. Uma mudança espalhada pelo país inteiro, e não concentrada em poucos lugares, é o padrão de quando o eleitorado muda de opinião; fraude localizada costuma deixar picos em poucos lugares.

EstadoLula 1ºLula 2ºLula ganhouFlávio 1ºFlávio 2ºFlávio ganhouOutros no 1º
São Paulo9.505.41312.119.274+2.613.86112.922.02314.139.178+1.217.1552.455.512
Minas Gerais5.188.9366.351.099+1.162.1635.777.5486.241.786+464.2381.009.751
Rio de Janeiro3.693.0214.565.393+872.3724.966.8445.169.033+202.189709.835
Bahia5.664.7716.485.258+820.4872.442.5852.608.761+166.176452.935
Pernambuco3.553.9714.117.513+563.5421.738.0431.832.554+94.511309.003
Rio Grande do Sul2.294.7592.824.552+529.7933.573.7833.874.378+300.595554.504
Paraná2.054.5972.566.504+511.9073.945.3454.291.444+346.099585.301
Ceará3.555.2634.036.124+480.8611.756.8501.819.478+62.628305.701
Goiás1.188.8801.585.555+396.6752.051.8882.345.334+293.446587.055
Santa Catarina1.127.1681.418.314+291.1463.000.0203.220.071+220.051373.709
Pará2.427.2372.690.449+263.2122.163.9572.199.940+35.983271.978
Paraíba1.541.1271.794.059+252.932831.377865.210+33.833141.243
Maranhão2.566.3012.808.231+241.9301.239.0401.229.971−9.069205.098
Rio Grande do Norte1.237.9631.413.596+175.633720.493737.409+16.916113.442
Alagoas995.4591.152.621+157.162735.718744.140+8.42287.679
Espírito Santo850.0281.001.965+151.9371.233.1941.294.504+61.310167.856
Distrito Federal675.627825.224+149.597909.616979.542+69.926187.565
Sergipe856.019989.041+133.022417.839433.354+15.51590.338
Piauí1.523.7101.653.989+130.279517.028525.859+8.831105.656
Mato Grosso581.681694.167+112.4861.298.5811.351.099+52.518113.026
Mato Grosso do Sul516.855628.973+112.118873.351927.892+54.541100.072
Amazonas1.046.9961.145.783+98.787976.764975.245−1.519147.003
Rondônia250.667294.446+43.779652.988674.382+21.39464.404
Exterior157.387200.154+42.767143.900171.497+27.59729.595
Tocantins404.009442.962+38.953469.321467.916−1.40557.117
Amapá212.503222.968+10.465212.278198.674−13.60440.077
Acre134.770144.513+9.743302.807287.715−15.09231.489
Roraima74.42083.505+9.085231.322219.675−11.64719.803
Brasil53.879.53864.256.232+10.376.69456.104.50359.826.041+3.721.5389.316.747

Comparado com as eleições passadas

AnoVencedorGanhou entre turnosDerrotadoGanhou entre turnosOutros no 1º turnoGanho do vencedor ÷ outros
2002Lula+13,3 miSerra+13,7 mi25,8 mi52%
2006Lula+11,6 miAlckmin−2,4 mi9,4 mi124%
2010Dilma+8,1 miSerra+10,6 mi20,8 mi39%
2014Dilma+11,2 miAécio+16,1 mi25,9 mi43%
2018Bolsonaro+8,5 miHaddad+15,7 mi26,4 mi32%
2022Lula+3,1 miBolsonaro+7,1 mi9,9 mi31%
2026Lula+10,4 miFlávio+3,7 mi9,3 mi111%

Em número absoluto, +10,4 milhões não é recorde: Aécio (2014) ganhou 16,1 milhões entre os turnos, Haddad (2018) 15,7 milhões e Serra (2002) 13,7 milhões. O que é raro é o ganho passar do total dos outros candidatos, e isso só tinha acontecido em 2006. Em 2026 a conta fecha porque o comparecimento subiu (78,92% → 80,78%) e os brancos e nulos caíram.

Qual era a chance de isso acontecer?

Não existe um número único: depende da régua. Medimos por quatro réguas diferentes.

  1. Pelo histórico do 1º colocado. Desde 1989, em 7 eleições presidenciais com 2º turno, quem terminou o 1º turno na frente sempre venceu. 2026 é a primeira vez que não. Com 7 em 7, a estimativa clássica (regra de Laplace) para uma virada fica perto de 1 em 9, cerca de 11%. Mas a vantagem de Flávio no 1º turno era pequena (1,9 ponto), e viradas com essa diferença são comuns em disputa de governador: no próprio 2º turno de 2026, dos 6 estados com 2º turno para governador, houve virada em 2 (Rio Grande do Norte e Tocantins), ambos com o líder do 1º turno na frente por menos de 2 pontos.
  2. Pelas pesquisas da véspera. Datafolha, Quaest e PoderData davam Flávio 51% × Lula 49% dos válidos. O resultado foi Lula 51,79%: erro de 2,8 pontos na parte de cada um. Se o único erro fosse o da amostra (a margem de 2 pontos que os institutos declaram), a chance de Lula chegar a 51,79% seria de cerca de 0,3%. Só que o erro real das pesquisas é maior que o da amostra: um estudo com mais de 30 mil pesquisas em 45 países (Jennings e Wlezien, Nature Human Behaviour, 2018) mede erro médio de cerca de 2 pontos por candidato na última semana. Com essa régua, a chance sobe para algo perto de 13%. E as pesquisas de 2026 já tinham errado no 1º turno, na direção contrária: davam Lula na frente, e Flávio terminou em primeiro. Erro de pesquisa mostra que a pesquisa errou; sozinho, não prova nada sobre a urna.
  3. Pela aritmética dos votos disponíveis. Para chegar aos 10,4 mi, Lula precisava de pelo menos 1.059.947 votos além de todos os eleitores dos outros candidatos. O comparecimento subiu 2,96 mi e os brancos e nulos caíram 1,82 mi: o espaço existia. Já aconteceu em 2006.
  4. Pelo modelo município a município. Usamos o resultado do 1º turno em 5.571 municípios para prever o 2º turno de cada um. O modelo explica 99,2% da variação dos votos de Lula entre os municípios. A mudança foi parecida no país inteiro: Lula melhorou a participação dele em 5.411 dos 5.571 municípios (97%), em média 3,0% pontos. Só 184 municípios ficaram muito fora do previsto (mais de 3 desvios-padrão), com 0,9% do eleitorado. E esses municípios fora da curva não puxaram para Lula: somados, Lula teve 24.729 votos a menos do que o modelo previa neles, contra uma diferença final de 4.430.191.

Resumo: a virada era improvável pelo que diziam as pesquisas e pelo histórico das eleições para presidente, mas não era impossível. A forma como os votos mudaram, em todos os estados e em 97% dos municípios, é a de uma mudança real do eleitorado. Não aparece concentração de votos em poucos lugares, que é o sinal estatístico de manipulação.

O que estimamos sobre quem votou em quem

Com os 5.571 municípios, dá para estimar para onde foram os votos de cada grupo do 1º turno (regressão ecológica, o método usado em estudos eleitorais; é estimativa, com margem de erro, e não dado individual, porque o voto é secreto):

No 1º turno votou em…foi para Lulafoi para Fláviobranco, nulo ou não votou
Lula99%0%1%
Flávio0%100%0%
Augusto Cury49%28%23%
Renan Santos, Caiado, Zema e outros da direita44%47%9%
Samara, Hertz, Edmilson e Rui (esquerda)77%17%6%
Branco ou nulo69%0%31%
Não votou7%1%92%

Estimativa feita separadamente em cada região (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul) e somada, com cada grupo somando 100%. Leia como tendência. Grupos pequenos, como a esquerda fora do PT (menos de 0,3% dos votos), têm estimativa pouco precisa. A conta mostra de onde Lula tirou a diferença: de cerca de metade dos eleitores de Cury, de mais de 4 em cada 10 eleitores da direita fora do PL, de boa parte de quem tinha votado branco ou nulo e de quem não tinha votado no 1º turno.

A prorrogação de Zanin: o que os logs das urnas mostram

A decisão do ministro Cristiano Zanin (STF), pedida pela coligação de Lula por falta de ônibus em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, saiu às 17h03, três minutos depois do horário de encerramento. A campanha de Flávio também tinha pedido extensão, para 19 cidades de SP, PR e SC, por causa de chuva. Depois, Zanin esclareceu que valia só para seções ainda abertas. Urna que já tinha encerrado não reabriu.

Cada urna grava um log com a hora de cada voto (sem o candidato, porque o voto é secreto) e a hora em que foi encerrada. Baixamos esses arquivos do TSE para os 27 estados, 497.875 seções, e contamos (o exterior fica de fora: lá a prorrogação não valia e cada país vota no próprio fuso):

EstadoSeçõesVotosDepois das 17hDepois das 17h10Depois das 18hUrnas encerradas 19h+
São Paulo103.65526.721.8538.611 (0,03%)1.2796231.529
Minas Gerais52.06212.844.3292.199 (0,02%)2700
Rio de Janeiro37.6749.790.0784.009 (0,04%)1.5758562.742
Bahia35.4769.169.7894.047 (0,04%)539272912
Paraná27.1426.835.951891 (0,01%)000
Rio Grande do Sul27.5476.725.451795 (0,01%)202
Pernambuco21.4186.043.0101.707 (0,03%)328112649
Ceará23.7655.911.4191.019 (0,02%)1210
Pará20.8274.877.3281.277 (0,03%)1748
Santa Catarina17.3264.649.299456 (0,01%)300
Maranhão18.0934.029.949895 (0,02%)27103
Goiás15.6863.973.395717 (0,02%)3301
Paraíba10.7122.702.195459 (0,02%)11640262
Espírito Santo9.8442.324.906277 (0,01%)100
Piauí10.2252.193.955328 (0,01%)617
Amazonas8.1572.157.758981 (0,05%)700
Rio Grande do Norte8.1152.044.884375 (0,02%)422
Mato Grosso8.2672.038.063872 (0,04%)319
Alagoas7.1011.898.450585 (0,03%)401
Distrito Federal6.9691.830.380953 (0,05%)7217
Mato Grosso do Sul7.1061.561.493413 (0,03%)200
Sergipe5.9231.417.284281 (0,02%)17748
Rondônia4.698972.586544 (0,06%)000
Tocantins4.384937.933220 (0,02%)100
Acre2.270445.971157 (0,04%)001
Amapá1.914418.183137 (0,03%)000
Roraima1.519306.920145 (0,05%)000
Total497.875124.822.81233.350 (0,03%)4.0101.9316.193

Quase todo voto depois das 17h caiu entre 17h00 e 17h10: é a fila de quem já estava no local às 17h, que pela lei vota de qualquer jeito. Depois das 18h foram 1.931 votos em 497.875 seções. Na Bahia, onde o pedido nasceu, 912 urnas ficaram abertas até as 19h ou mais e receberam 272 votos depois das 18h. O estado com mais urnas abertas até as 19h foi o Rio de Janeiro (2.742 urnas, 856 votos depois das 18h), seguido de São Paulo e Bahia. Os logs de estados com outro fuso (Acre, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima) vêm na hora local e foram convertidos para a de Brasília. A coluna de votos é a dos votos registrados nos logs, um log por seção: soma 124,82 mi, 2,7% abaixo do comparecimento oficial de 128,24 mi (o exterior e as seções com mais de um log ficam de fora dessa conta). Mesmo se todos os votos depois das 17h desses estados tivessem ido para Lula, seriam 33.350 votos, contra uma diferença final de 4.430.191. A prorrogação não explica o resultado.

O problema que ela cria é outro, e é jurídico: eleitores de uns lugares tiveram duas horas a mais e os de outros, não, por decisão de um ministro do STF e não do TSE. É sobre isso que a campanha de Flávio fala em quebra de isonomia. Essa é uma discussão legítima, mas diferente de dizer que os votos nas urnas foram alterados.

O que aconteceu pela primeira vez nesta eleição

  1. O 1º colocado do 1º turno perdeu o 2º turno para presidente. Nunca tinha acontecido desde 1989 (1989, 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022: o primeiro colocado sempre venceu). Fonte: TSE.
  2. Um ministro do STF, e não o TSE, prorrogou a votação para o país inteiro no dia da eleição, às 17h03, depois do horário de encerramento. Não encontramos precedente em eleição presidencial. Fonte: Poder360, Conjur.
  3. O TSE parou a divulgação da apuração depois de começar, com 0,25% das urnas (1.225 seções), por cerca de duas horas. A parcial publicada às 17h06 tinha Lula com 57,66%, o que é normal: as primeiras seções a chegar não representam o país. Fonte: InfoMoney, Rio Times.
  4. Horários diferentes de votação no mesmo dia: urnas já encerradas não reabriram e as abertas foram até as 19h. Nos logs, 6.193 urnas dos 27 estados encerraram às 19h ou depois.
  5. As pesquisas da véspera apontaram o derrotado. Em 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022 a última pesquisa Datafolha do 2º turno apontou o vencedor. Em 2026, Datafolha, Quaest e PoderData davam Flávio 51% × 49%, empate técnico.
  6. A abstenção caiu quase 2 pontos do 1º para o 2º turno (21,08% → 19,22%, 2,96 mi de eleitores a mais). De 2002 a 2018 a abstenção sempre subiu no 2º turno; em 2022 caiu 0,4 ponto.
  7. Primeiro presidente eleito quatro vezes (Lula: 2002, 2006, 2022 e 2026) e o mais velho a ser eleito: terá 81 anos na posse.

O que parece inédito mas não é: ganhar mais votos no 2º turno do que todos os outros candidatos juntos (Lula já fez isso em 2006); ganhar mais de 10 milhões de votos entre os turnos (aconteceu em todas as eleições desde 2002, com algum dos dois candidatos); o derrotado pedir anulação (em 2022 o PL pediu para invalidar votos de 279 mil urnas, e o pedido foi rejeitado).

O que estão dizendo, aqui e lá fora

Flávio Bolsonaro não reconheceu o resultado e disse que vai pedir a anulação do 2º turno ao TSE. O argumento é a prorrogação: veio de um ministro que não integra o TSE, que foi advogado de Lula, e valeu só para urnas ainda abertas, o que quebraria a igualdade entre eleitores. Aliados como Nikolas Ferreira, Marcel van Hattem e Bia Kicis falaram em decisão para "um time só" e em golpe; o juiz aposentado Sebastião Coelho falou em "grande fraude".

O lado de Lula diz que pediu mais tempo porque prefeituras reduziram a frota de ônibus, o que descumpriria a decisão do STF que obriga transporte público no dia da eleição (ADPF 1.013). O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, disse que a prorrogação não comprometeu a totalização. O Ministério Público Eleitoral se manifestou contra a prorrogação.

No exterior, a imprensa americana (CBS, CNBC) destacou a vitória e a recusa de Flávio em reconhecer; o Latin Times falou em "caos" e incerteza; o Hungarian Conservative, alinhado à direita europeia, falou em acusações de eleição roubada e possível anulação, citando advogados ouvidos pelo New York Times que chamaram a situação de sem precedente. No mercado de previsão Kalshi, Lula tinha 99,6% de chance às 23h40 (horário de Nova York).

Imprensa estrangeira

Imprensa brasileira

A leitura do Colinhas

Há fatos inéditos nesta eleição e eles merecem investigação: a decisão de um ministro do STF três minutos depois do encerramento, a pausa na divulgação, eleitores com horários diferentes. Acompanharemos o pedido de anulação e o que o TSE decidir.

Os números que conseguimos medir, porém, não mostram sinal de fraude nas urnas: a virada aconteceu em todos os estados e em quase todos os municípios, numa proporção parecida; a conta dos votos disponíveis fecha; e os votos depois das 17h são poucos demais para mudar o resultado. A virada foi improvável pelas pesquisas e pelo histórico, mas improvável não é impossível, e já houve um caso parecido em 2006.

Guardamos uma cópia dos arquivos de todas as urnas do 2º turno (logs, boletins e registros digitais de voto) baixada do TSE, para continuar a análise sem depender do site do tribunal. Esta página será atualizada conforme a análise avança.

Método

  • Resultados por estado e por município: arquivos oficiais de resultado do TSE (1º turno, eleição 6257; 2º turno, 6258).
  • Votos por horário: log de cada urna (arquivo-urna do TSE). O log registra a hora de cada voto computado e do encerramento, sem o candidato.
  • Modelo municipal: regressão ponderada pelo eleitorado, com o 2º turno de cada município explicado pela composição do 1º turno (votos em cada candidato, brancos e nulos, abstenção). Desvio-padrão do erro da margem: 1,5% pontos.
  • Histórico: votos nominais do TSE de 2002 a 2022 (outros candidatos arredondados), conferidos em 26/10/2026 com as tabelas oficiais. Pesquisas: últimas divulgadas antes de 25/10.

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