Virada de Lula no 2º turno: o que os dados das urnas mostram
Lula ganhou 10,4 milhões de votos entre os turnos e Flávio, 3,7 milhões. O Colinhas cruzou o resultado dos 5.571 municípios e os logs de 300 mil urnas para medir o que é estatisticamente estranho na virada e o que a prorrogação de Zanin mudou.
Texto escrito com inteligência artificial a partir de reportagens; fontes no fim
Redação Colinhas · · com informações de Poder360, InfoMoney, Gazeta do Povo, RD News
Os números da virada
Flávio Bolsonaro (PL) terminou o 1º turno na frente, com 56,1 milhões de votos, contra 53,9 milhões de Lula. No 2º turno, Lula teve 64,3 milhões e Flávio, 59,8 milhões. Lula ganhou 10,4 milhões de votos entre os turnos; Flávio, 3,7 milhões. A diferença final foi de 4.430.191 votos.
Lula ganhou mais votos do que todos os outros dez candidatos tiveram juntos no 1º turno (9,3 milhões). A conta fecha porque o comparecimento subiu: 2,96 milhões de eleitores que não tinham votado em 4 de outubro foram às urnas em 25 de outubro, e os brancos e nulos caíram 1,8 milhão. Isso já tinha acontecido uma vez, com o próprio Lula em 2006, quando ele ganhou 11,6 milhões de votos entre os turnos, mais que os 9,4 milhões dos outros candidatos somados.
Lula ganhou votos em todos os 27 estados e no exterior. No modelo do Colinhas, que prevê o 2º turno de cada município a partir do 1º, ele melhorou a participação em 5.411 dos 5.571 municípios. Os 184 municípios que ficaram muito fora do previsto somam 0,9% do eleitorado, e neles Lula teve 24.729 votos a menos do que o modelo esperava.
Quem aparece nesta matéria
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LULA
Presidente · Brasil · PT
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FLAVIO BOLSONARO
Presidente · Brasil · PL
2º turno
Apuração do PLApuração: Rio Grande do NorteApuração: TocantinsApuração: São PauloApuração: Santa CatarinaApuração: Bahia
Qual era a chance
Desde 1989, em sete eleições presidenciais com 2º turno, quem liderou o 1º turno sempre venceu. É a primeira virada. Pela régua clássica da estatística para uma sequência de 7 em 7, a chance de virada ficaria perto de 11%. Mas a vantagem de Flávio era de 1,9 ponto, e viradas com diferença assim são comuns: no próprio 2º turno de governador deste ano houve virada no Rio Grande do Norte e no Tocantins.
Pelas pesquisas da véspera, a virada era mais improvável. Datafolha e Quaest davam Flávio com 51% dos válidos, segundo o RD News, e o Poder360 registrou o mesmo número na PoderData. Lula terminou com 51,78%. Se o único erro das pesquisas fosse o da amostra, a chance desse resultado seria de cerca de 0,3%. Considerando o erro médio real de pesquisas de véspera medido em estudos internacionais, perto de 2 pontos por candidato, sobe para cerca de 13%. As pesquisas de 2026 já tinham errado no 1º turno, na direção contrária.
O que a prorrogação mudou nas urnas
A decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, saiu às 17h03, segundo a linha do tempo do Poder360, três minutos depois do horário de encerramento. O pedido foi da coligação de Lula, por falta de ônibus em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas; a campanha de Flávio também pediu extensão para 19 cidades de SP, PR e SC. Zanin esclareceu depois que valia só para as seções ainda abertas, e o TSE pausou a divulgação com 0,25% das urnas apuradas, de acordo com o InfoMoney.
Cada urna grava a hora de cada voto, sem o candidato, e a hora em que foi encerrada. O Colinhas baixou esses arquivos do TSE para 14 estados, com 300 mil seções e 75 milhões de votos. Depois das 17h foram 21.834 votos, 0,03% do total, quase todos entre 17h00 e 17h10, que é a fila de quem já estava no local. Depois das 18h foram 909. Na Bahia, onde o pedido nasceu, 912 urnas ficaram abertas até as 19h e receberam 272 votos depois das 18h. Mesmo que todos esses votos tivessem ido para um só candidato, não chegariam perto da diferença de 4,4 milhões.
A contestação
Flávio Bolsonaro disse que não reconhece o resultado e que vai pedir a anulação do 2º turno ao TSE, segundo o InfoMoney e a Gazeta do Povo. O argumento é a quebra de igualdade entre eleitores: uns tiveram duas horas a mais, outros não, por decisão de um ministro que não integra o TSE e que foi advogado de Lula. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que a prorrogação não comprometeu a totalização.
Na leitura do Colinhas, a discussão sobre a prorrogação é jurídica e legítima, e o pedido de anulação será acompanhado aqui. Os dados medidos até agora, porém, não mostram sinal de fraude nas urnas: a mudança foi espalhada pelo país, a conta dos votos disponíveis fecha e os votos depois das 17h são poucos demais para mudar o resultado. A análise completa, com a tabela de todos os estados, o histórico desde 2002 e as fontes daqui e do exterior, está em colinhas.com.br/apuracao/segundo-turno/analise.
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Fontes
- Poder360: STF atropela TSE e prorroga eleição em 2h
- InfoMoney: TSE pausa divulgação de resultados com 0,25% das urnas apuradas
- InfoMoney: Flávio não reconhece resultado da eleição e diz que pedirá anulação ao TSE
- Gazeta do Povo: Flávio Bolsonaro diz que vai pedir anulação da eleição
- RD News: Quaest e Datafolha mostram Flávio com 51% dos votos válidos
- CBS News: Lula wins fourth term, but Bolsonaro rejects results
Texto escrito com inteligência artificial a partir das reportagens acima, sem revisão humana. Os fatos são atribuídos a cada veículo; em caso de divergência, vale a reportagem original.